Nasce um Coletivo Digital para Inovação com Tecnologias Abertas

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Nasce um Coletivo Digital para Inovação com Tecnologias Abertas

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A Intenet e as novas tecnologias revolucionaram o contexto social e educacional da Sociedade da Informação. Para compreender a aplicação e o uso de novas tecnologias na Educação precisamos fazer uma reflexão de como a leitura de textos mudou. Temos dois momentos: antes e depois da web.

Antes do advento da Internet o texto era lido linearmente. Depois do surgimento da web cada leitor criou o seu processo individual de leitura. Não há mais uma linearidade a ser seguida.

Os hiperlinks e a dinâmica das páginas, vídeos, sites e redes socias não nos permitem mais desfazer o caminho de leitura. Não podemos voltar exatamente o caminho da leitura, ainda que seu navegador permita voltar uma página. O caminho da leitura não pode mais ser traçado exatamente como avançamos para chegar no ponto atual.

Por isso na internet não se lê, mas sim navega-se. É um universo muito amplo que se abre ao leitor. Temos um novo leitor, um novo autor ou co-autor e por consequencia um novo texto.

O processo de aprendizado também mudou. A busca por informações também. Não há um único caminho para encontrar o que precisamos. Não há um pequeno conjunto de fontes, mas uma “avalanche informacional”. Ser cidadão pleno neste novo contexto social e exercer a cidadania ativa não requer mais apenas saber ler, escrever e ter acesso á informação. Precisamos saber localizar e escolher as melhores fontes de informação. É preciso ser autor, estar conectado, colaborar e interagir em grupos, e ter competência em informação. Porém, todos esses aspectos já não são suficientes. Precisamos ter domínio da programação e da lógica que dominam todos os equipamentos eletrônicos, celulares, sites e redes sociais. O acesso à informação mudou e agora não basta escolher as fontes, mas em alguns casos para obter, filtrar e moldar dados e informações relevantes é preciso saber programar. A tendência futura de nossa sociedade é cobrar cada vez mais a necessidade de que um cidadão compreenda os conceitos básicos de programação. Esse é o novo marco da cidadania ativa.

Este é o cenário onde um grupo de alunos e professores começou a realizar uma observação sobre o novo cenário de aprendizado e ensino na sociedade atual. Nossos hábitos e atitudes mudaram. A Internet e as novas tecnologias diminuíram distâncias mas impuseram seu preço. A sociedade em rede se organiza em grupos, colabora, compartilha e interage para a produção e construção de novos saberes. O cidadão precisa ampliar suas competências e habilidades. A sua trilha de aprendizagem e desenvolvimento profissional está mais complexa.

É aqui, neste emaranhado de coisas novas, que surgiu o GRITA. Um coletivo digital que busca a Inovação com Tecnologias Abertas (GRITA). Nosso objetivo é reunir alunos, professores, profissionais e entusiastas por tecnologias abertas e software livre. Trata-se de um grupo que busca promover, mobilizar e difundir o processo de inovação, estudo e emprego de tecnologias abertas no Ensino Superior, e por consequencia na Sociedade.

Esperamos fomentar e acelerar o desenvolvimento de ideias e projetos por meio de comunidades temáticas de colaboração, para que a partir do fortalecimento do tecido social acadêmico, possamos ampliar a difusão e emprego de tecnologias abertas na Sociedade, afinal o aluno do Ensino Superior é um cidadão e futuro profissional do mercado.

Neste contexto buscamos apresentar o Software Livre e as Tecnologias Abertas, bem como as suas possibilidades na busca em potencializar a colaboração, o compartilhamento de conhecimentos e o surgimento de novas comunidades.

Dentro dessas comunidades buscaremos ajudar na construção, debate, diálogo e elaboração de informação e novos conhecimentos que permitam o aprofundamento e apropriação de novos conceitos e habilidades.

Como surgiu?

A ideia de criação do grupo surgiu de uma conversa entre um professor e um grupo de alunos do Ensino Superior dentro de um TAXI, durante o deslocamento para um evento de Software Livre em Porto Alegre, enquanto debatíamos sobre a formação dos profissionais de TI em Brasília.

Quando olhamos a realidade do Ensino Superior de Brasília, do mercado de trabalho na área de tecnologia da informação (TI), do universo dos concursos públicos e das comunidades de Software Livre fica claro a existência um “gap” (buraco / lacuna).

Não há um espaço de integração, troca de experiências e consolidação de conhecimentos para os profissionais da área de TI. Há uma carência na organização de comunidades temáticas de estudo e prática, de networking e relacionamento profissional, assim como uma mobilização para o empreendedorismo e para a aceleração de ideias e projetos de alunos do Ensino Superior com o uso tecnologia da informação, preferencialmente abertas e inovadoras.

Depois desse processo de reflexão e de pensarmos em um nome para o grupo, começamos a trabalhar essa ideia. Apoiados no uso de redes sociais, comunicadores instantâneos ferramentas de colaboracão e software livre iniciamos a contrução do BLOG do coletivo digital #GRITA e de sua rede de colaboração.

A proposta de criação do Grupo para Inovação com Tecnologias Abertas também estava alinhada com outros projetos como uma distribuição GNU/Linux que apoiasse o aluno de cursos de TI no seu processo de formação. Mas era necessário apresentar um diferencial, afinal distribuições existem aos milhares. A distribuição pensada deveria ter, além da customização de ambiente, uma motivação específica. O projeto poderia ajudar a catalogar (gerar um índíce de indicações) bons materiais de estudo sobre cada disciplina ou tema relacionado aos cursos superiores na área de tecnologia, como apostilas, livros, artigos, vídeos, softwares, howtos (receitas de como fazer), cursos gratuitos e tudo mais que pudesse contribuir com o processo de formação de um aluno do ensino superior e que servisse de bibliografia complementar para todas as disciplinas ou áreas temáticas. Essa proposta poderia ser um site, sistema ou um repositório (arquivos e links) que seria colocado na distribuição GNU/Linux customizada, facilitando o acesso à informações relevantes.

Uma outra proposta surgiu com a deia de criar um projeto alinhado a distribuição para que os professores pudessem elaborar materiais e projetos de oficinas em formato aberto (REA – Recurso Educacional Aberto sob licença CC) para suas disciplinas e também disponibilizassem nesta distribuição. Essa iniciativa seria uma ação coletiva e colaborativa, pois pode ser aberta e construída por alunos e professores de todo o Brasil e quem sabe de outros Países.

O processo de colaboração em torno de desse projeto no Brasil pode orbitar diversas outras IES parceiras interessadas em contribuir ou criar esse material… É um projeto a longo prazo. A primeira etapa é um repositório de conhecimentos sobre disciplinas de um Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

Para manter e potencializar toda essa troca de experiências e informações o #GRITA empregará uma ferramenta de rede social para estabelecer o portal http://colaborar.grita.net.br. Um espaço de construção das comunidades temáticas e do desenvolvimento de trilhas de aprendizagem, onde os participantes poderão trilhar diversos caminhos para a construção e apropriação de novos conhecimentos.

A força de uma rede, ou sua inteligência coletiva, é sempre maior que a de um único ponto ou nó, afinal todo o saber está na humanidade, já que, ninguém sabe tudo, porém todos sabem alguma coisa. A a rede, por meio da mobilização e interação, potencializa a colaboração e a partilha do conhecimento.

A inteligência coletiva aparece na sociobiologia, na ciência política e em contextos específicos como dinâmicas de revisão paritária e aplicações de crowdsourcing. Essa definição mais ampla envolve processos como formação de consenso, capital social, tomada de decisão e capital intelectual. Dentro desse contexto o capital intelectual é o nome dado a toda a informação, transformada em conhecimento que se agrega àqueles que você já possui.

Em economia social, capital social refere-se às normas que promovem confiança e reciprocidade na economia. É constituída por redes, organizações civis e pela confiança compartilhada entre as pessoas, fruto de sua própria interação social. No estudo do Capital Social, é importante compreender a natureza e funcionamento de uma comunidade de prática.

A rede social utilizará a plataforma NOOSFERO, um software de rede social brasileiro, desenvolvido pela Colivre, uma cooperativa de desenvolvimento de software de Salvador/BA.


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